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quarta-feira, 2 de junho de 2010

OS PIRATAS DA PAZ


O Diário do Comércio — informação para o leitor que não é desta cidade ou deste estado — é um jornal editado pela Associação Comercial de São Paulo. Faz as primeiras páginas mais criativas e sensatas (já que não adianta ser criativo e inconseqüente) da imprensa diária. Pois bem, ali encontrei o texto que segue depois da reprodução da primeira página:

capa-diario1

*
O choque entre a marinha israelense e a Flotilha da Liberdade levantou ondas de protesto e indignação no mundo e imediato tsunami condenatório sobre Israel. Mas a maré está baixando e emergem algumas verdades que naufragaram sob o peso do coro dos pacifistas - na verdade, piratas da paz.

A primeira verdade: rejeitados apelos e propostas para evitar o confronto, a Flotilha da Liberdade decidida a furar o bloqueio militar, comandos israelenses começaram a descer por corda de um helicóptero no navio turco Mavi Marmara. Um a um, os soldados foram recebidos pelos militantes dos direitos humanos a golpes de barra de ferro, facadas e pauladas. Um foi jogado ao mar. De outro retiraram o fuzil. Um linchamento, contido a tiros.

A segunda verdade: Israel se deixou cair na armadilha. A Flotilha da Liberdade, organizada pelo movimento Gaza Livre e a ONG turca Insani Yardim Vakfi, dispunha de um canal aberto pelos israelenses para levar sua ajuda humanitária até Gaza. Só ancorar em Ashdod, passar pela alfândega e seguir pela estrada, tão curta que os mísseis do Hamas a atravessam inteira. Mas não: Bülent Yildrim, o humanitário-pacifista-chefe turco, é amigão de Ismail Haniya, o chefão do Hamas. Aos dois conviriam alguns mártires. E agora eles os exibem ao mundo.

A terceira verdade. Por que abordar a Flotilha da Liberdade? Esta era uma pergunta que se fazia ontem em Israel, país de tantos estrategistas de guerra quantos de técnicos de futebol no Brasil. A marinha poderia simplesmente bloquear o caminho. Ante alguma insistência, elevar o tom: um disparo de advertência. Teimosia? Acertar as máquinas dos navios e deixá-los singrar a esmo nas turbulentas águas políticas do Oriente Médio. Yasser Arafat também quis navegar contra Israel. Em 1988, batizou um navio de O Retorno e o lotou de refugiados palestinos. O serviço secreto israelense o esperou ancorar em Chipre, escala também da Flotilha da Liberdade, e o sabotou ao ponto de só navegar a remo. Ironia do destino: Arafat partiu para o exílio num navio chamado Atlântida, o continente e sua Palestina perdidos. Uma opção final seria deixar um só dos seis navios ir até Gaza, sob escolta, sem considerar um precedente aberto.

A quarta verdade. Foi um massacre: durante o dia inteiro, o tsunami contra Israel rendeu bandeiras queimadas, protestos diante de embaixadas, passeatas, declarações oficiais de protesto e deixou até o nosso chanceler, Celso Amorim, “chocado”, ele que não se abala com os mortos de Teerã e nem de Cuba. Os israelenses sempre perdem a guerra de Hasbará, [termo] hebraico para “esclarecimento”. Quando pensam em esclarecer, o barulho da maioria automática do mundo árabe os sufoca. Em qualquer situação, serão culpados.

Uma Flotilha da Liberdade jamais tentará aportar no Irã, na Coréia do Norte ou em Havana. Há pouco tempo, os turcos ameaçavam romper com Israel se não recebessem armas israelenses que compraram.

São as contradições israelenses. Uma é armar o seu próprio inimigo. Outra: ontem à noite, membros do Conselho de Segurança da ONU pediram que Israel acabe com o bloqueio a Gaza - e foi o que Israel fez, exatamente, em 2005, para então virar o alvo de uma chuva constante de mísseis contra sua população civil, e daí o bloqueio e a Flotilha da Liberdade.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

O presidente que não lê nada agora virou professor de tudo

Com uma frase na última edição de VEJA, o jornalista Roberto Pompeu de Toledo decretou o fim do palavrório sobre os motivos do naufrágio do acordo esboçado em Teerã pelo Brasil e pela Turquia: “Ao concordar em ter o urânio enriquecido em outro país, e em seguida acrescentar que nem por isso deixaria de fazê-lo ele próprio, o Irã entrou nos anais com um caso raro, talvez inédito, de comprometimento simultâneo com uma coisa e o seu contrário”. Perfeito. Antes mesmo da divulgação do rascunho do que fora combinado, os aitolás atômicos trataram de implodi-lo com mais uma insolência.

Para quem vê as coisas como as coisas são, o Irã escalou o Brasil para o papel de otário em outra farsa forjada para que a produção da bomba nuclear siga seu curso. Para Lula, onde se enxerga um fiasco de bom tamanho deve-se contemplar um irretocável sucesso diplomático. O final feliz, tem reiterado de meia em meia hora, só não pôde ser celebrado ainda por culpa dos americanos. Sempre eles.

“A divergência do Irã com os Estados Unidos perdura 31 anos”, voltou a dedilhar a lira do delírio, nesta segunda-feira, o candidato a governador-geral do planeta. “Qual foi o mal que o Brasil e a Turquia fizeram? Foi convencer o presidente do Irã a sentar numa mesa para negociar, que era o que eles queriam que acontecesse. Aí quando o Irã topa sentar, eles falam: não vale mais”. Quer dizer: o companheiro Mahmoud Ahmadinejad é um soldado da paz que enfrenta com estoicismo de estadista a incurável belicosidade ianque.

A missão em Teerã foi a segunda proeza do ano, lembrou Lula na semana passada: em março, consumou-se a missão no Oriente Médio. “A imprensa dizia: o Lula, que veio lá de Garanhuns? O cara não fala nem inglês e quer falar com árabe? Com persa? Não vai dar certo. E nós estávamos convencidos de que era possível”. O verbo conjugado no passado informa que o que parecia impossível aconteceu. Judeus e palestinos já aprenderam o que devem fazer para se tornarem amigos de infância. No caso do Irã, só falta Barack Obama deixar de ser brigão.

“Ninguém conseguia fazer o Irã sentar na mesa para negociar”, tornou a gabar-se o maior governante desde a chegada das caravelas. “E nós conseguimos, porque essas decisões às vezes são tomadas em função de uma relação de confiança”. Se acredita mesmo que pacificou o Oriente Médio, fez o Irã renunciar à fabricação da bomba e solucionou em dois meses duas crises aparentemente insolúveis, Lula é portador de uma perigosa mistura de megalomania e mitomania. Se sabe que fracassou, e está só contando mais mentiras, passou a acreditar que é o único esperto entre os homens que governam um viveiro de bilhões de idiotas.

Nas duas hipóteses, Lula seria, mais que um case político, um caso clínico. Em qualquer nação ajuizada, estaria ameaçado de trocar a faixa presidencial por uma camisa-de-força. Mas países com juízo não se arriscam a transformar em chefe de governo alguém que, sem ter estudado nada, vira professor de tudo. Não entregam a presidência a quem resolve sair pelo mundo dando aulas a povos sobre os quais não leu um único livro, um só parágrafo, sequer uma linha.

Gente civilizada sabe que é dramaticamente imprecisa a fronteira que separa um gabola incontrolável de um napoleão-de-hospício.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

DROGAS, ELEIÇÃO, IMPRENSA E, CLARO!, TIO REI, O “REACIONÁRIO”

- “Para cheirar, prefira um canudo individual a notas de dinheiro”;
- “Faça uma piteira de papel se for rolar um baseado”;
- “Compartilhe a droga, nunca o material a ser usado”…

Essas frases - empregando, inclusive, a linguagem do drogado, numa espécie de Método Paulo Freire para Cheirar e Fumar - estavam numa cartilha distribuída pelo Ministério da Saúde na Parada Gay de 2007. Trazia aquele emblema hipercolorido do governo Lula: “Brasil, Um País de Todos”. O que escrevi a respeito? Segue um trecho:
“Se o Ministério Público tiver um pouco de brios, processa os responsáveis por essa cartilha - aliás, de quebra, poderia verificar se há dinheiro público, de qualquer esfera (União, estado e cidade), e, sendo o caso, acionar também esses entes. É um acinte. Um achincalhe. Uma vigarice. Redução de danos coisa nenhuma! Isso é apologia da droga, feita de forma descarada. Apologia e estímulo ao consumo. Com que então alguém precisa ser instruído? Não precisa.”

Como dar pico na veia? O Ministério da Saúde ensina
No dia 18 de junho de 2007, denunciei que uma página de Ministério da Saúde que informava qual era o melhor lugar para tomar pico!!! O post está aqui. Tão logo meu texto foi ao ar, o do governo desapareceu da rede. Era a época em que o ministro José Gomes Temporão - o meu “preferido” depois de Celso Amorim - considerava o “Zeca-Feira” (lembram-se?) uma coisa muito perigosa. Mas o seu ministério anunciava:

PONTOS PARA INJETAR
Pontos seguros
- veias dos braços e dos antebraços
- veias das pernas
Pontos a considerar
- pés (veias pequenas, muito frágeis, injeção dolorosa)
Pontos perigosos
- pescoço
- rosto
- abdômen
- peito
- coxas
- sexo
- pulsos

Entenderam? O Ministério da Saúde considerava “seguro” injetar cocaína nas “veias dos braços, dos antebraços e das pernas”!!!

Cachimbo de crack, redução de danos e vigarices afins
Já lhes contei aqui que ONGs, em São Paulo, distribuem “cachimbos de crack” e kits para drogas injetáveis. É a chamada “política de redução de danos”, uma jabuticaba que, como política ampla de combate às drogas, só funciona - ou melhor: não funciona!!! - no Brasil. Admitindo-se que tal “método” possa levar um consumidor severo de droga a ser um consumidor moderado, é evidente que se trata de uma experiência restrita a grupos rigidamente controlados. Critiquei aqui também um estudo, feito com dinheiro oficial, que edulcorava o ecstasy. E, todos vocês sabem, oponho-me radicalmente à descriminação da maconha.

Apanhei muito. E agora?
Apanhei muito, como cão sarnento, todas as vezes em que tratei do assunto. O lobby em favor da descriminação das drogas, especialmente da maconha, é grande. Pessoas as mais capazes podem se equivocar enormemente a respeito, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No caso do ecstasy, houve, para não variar, até abaixo-assinado de quase intelectuais!!!

Pois é… Agora o crack está aí. Não! Não é agora! Há anos o crack está aí. Agora, ele é um flagelo. Se o ecstasy é a droga dos “modernos”; se a coca é a dos endinheirados; se a maconha é a dos “cabeças”, o crack é a dos miseráveis e dos que, atenção!, se tornam miseráveis por causa dela.

Em algum grau, todas as drogas são degradantes. Mas o crack devasta a vida dos consumidores com uma rapidez espantosa. Conduz o viciado à abjeção. O índice de grávidas nesse grupo deve ser muito superior ao de qualquer outro que se estude porque desaparecem os limites. A maioria das mulheres que está nas ruas admite que se prostitui para conseguir a pedra. Estima-se, mas é chute, em 500 mil os viciados, a esmagadora maioria vagando pelas ruas com zumbis porque os laços com a família foram rompidos.

E agora?
O que fazer daquele misto de desídia e leniência com que o caso foi tratado até agora? Há coisa de três anos, pressionado a agir, o governo federal respondeu que se tratava de um problema restrito à cidade de São Paulo. Não! Já chegou a… tribos indígenas!!!

Desapareceram da imprensa os prosélitos da descriminação das drogas. Cadê o padre de passeata para discursar como monopolista dos, como é mesmo?, “moradores em situação de rua”? Sumiram todos. E o governo Lula, que se comportou com a responsabilidade com que se vê acima, lança um “plano de combate ao crack”, casado com a agenda de sua candidata, como se a política oficial não tivesse sido caracterizada, até agora, pela leniência e, às vezes, querendo ou não, pelo incentivo ao consumo.

Nem governo nem oposição pegaram essa bandeira porque, estranhamente, no Brasil, defender o combate severo, sem concessões, ao tráfico E AO CONSUMO de drogas é considerado uma coisa “de direita”. E, como sabemos, por aqui, todos são insuportavelmente progressistas.

Nessa área, o resultado de tanto “progressismo” são 500 mil vidas destruídas. E milhares de outras a elas se seguirão. E só para lembrar ainda uma vez: a questão tem um alcance que vai além do trabalho de repressão da polícia. A maior parte da cocaína que hoje entra para consumo no Brasil é destinada ao crack.

Entre 80% e 90% da coca vendida por aqui vem da Bolívia, do “companheiro” Evo Morales. Sob a sua gestão, cresceram a produção da droga e a área plantada de folha de coca — inclusive em novos campos de cultivo que ele estimulou na fronteira com o Brasil. A política de Evo facilita a entrada da droga no Brasil, mas o governo Lula reage à altura, né? Deu-lhe a Petrobrás de presente e financiamento do BNDES…

A questão é, de fato, política. Mas parece que ninguém mais quer, se me permitem o gracejo, politizar a política.

por:

Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 19 de maio de 2010

LISTA DE BESTEIRAS E DERROTAS DE CELSO AMORIM

O maestro do vexame de agora é Celso Amorim, Abaixo, atualizo a lista de seus desastres. Certamente falta coisa, mas vamos lá:

NOME PARA A OMC
Amorim tentou emplacar Luís Felipe de Seixas Corrêa na Organização Mundial do Comércio em 2005. Perdeu. Sabem qual foi o único país latino-americano que votou no Brasil? O Panamá!!! Culpa do Itamaraty, não de Seixas Corrêa.

OMC DE NOVO
O Brasil indicou Ellen Gracie em 2009. Perdeu de novo. Culpa do Itamaraty, não de Gracie.

NOME PARA O BID
Também em 2005, o Brasil tentou João Sayad na presidência do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). Deu errado outra vez. Dos nove membros, só quatro votaram no Brasil — do Mercosul, apenas um: a Argentina. Culpa do Itamaraty, não de Sayad.

ONU
O Brasil tenta, como obsessão, a ampliação (e uma vaga permanente) do Conselho de Segurança da ONU. Quem não quer? Parte da resistência ativa à pretensão está justamente no continente: México, Argentina e, por motivos óbvios e justificados, a Colômbia.

CHINA
O Brasil concedeu à China o status de “economia de mercado”, o que é uma piada, em troca de um possível apoio daquele país à ampliação do número de vagas permanentes no Conselho de Segurança da ONU. A China topou, levou o que queria e passou a lutar… contra a ampliação do conselho. Chineses fazem negócos há uns cinco mil anos, os petistas, há apenas 30…

DITADURAS ÁRABES
Sob o reinado dos trapalhões do Itamaraty, Lula fez um périplo pelas ditaduras árabes do Oriente Médio.

CÚPULA DE ANÕES
Em maio de 2005, no extremo da ridicularia, o Brasil realizou a cúpula América do Sul-Países Árabes. Era Lula estreando como rival de George W. Bush, se é que vocês me entendem. Falando a um bando de ditadores, alguns deles financiadores do terrorismo, o Apedeuta celebrou o exercício de democracia e de tolerância… No Irã, agora, ele tentou ser rival de Barack Obama…

ISRAEL E SUDÃO
A política externa brasileira tem sido de um ridículo sem fim. Em 2006, o país votou contra Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU, mas, no ano anterior, negara-se a condenar o governo do Sudão por proteger uma milícia genocida, que praticou os massacres de Darfur — mais de 300 mil mortos! Por que o Brasil quer tanto uma vaga no Conselho de Segurança da ONU? Que senso tão atilado de justiça exibe para fazer tal pleito?

FARC
O Brasil, na prática, declara a sua neutralidade na luta entre o governo constitucional da Colômbia e os terroristas da Farc. Já escrevi muito a respeito.

RODADA DOHA
O Itamaraty fez o Brasil apostar tudo na Rodada Doha, que foi para o vinagre. Quando viu tudo desmoronar, Amorim não teve dúvida: atacou os Estados Unidos.

UNESCO
Amorim apoiou para o comando da Unesco o egípcio anti-semita e potencial queimador de livros Farouk Hosni. Ganhou a búlgara Irina Bukova. Para endossar o nome de Hosni, Amorim desprezou o brasileiro Márcio Barbosa, que contaria com o apoio tranqüilo dos Estados unidos e dos países europeus. Chutou um brasileiro, apoiou um egípcio, e venceu uma búlgara.

HONDURAS
O Brasil apoiou o golpista Manuel Zelaya e incentivou, na prática, uma tentativa de guerra civil no país. Perdeu! Honduras realizou eleições limpas e democráticas. Lula não reconhece o governo.

AMÉRICA DO SUL
Países sul-americanos pintam e bordam com o Brasil. Evo Morales, o índio de araque, nos tomou a Petrobras, incentivado por Hugo Chávez, que o Brasil trata como uma democrata irretocável. Como paga, promove a entrada do Beiçola de Caracas no Mercosul. Quem está segurando o ingresso, por enquanto, é o Parlamento… paraguaio! A Argentina impõe barreiras comerciais à vontade. E o Brasil compreende. O Paraguai decidiu rasgar o contrato de Itaipu. E o Equador já chegou a seqüestrar brasileiros. Mas somos muito compreensivos. Atitudes hostis, na América Latina, até agora, só com a democracia colombiana. Chamam a isso “pragmatismo”.

CUBA, PRESOS E BANDIDOS
Lula visitou Cuba, de novo, no meio da crise provocada pela morte do dissidente Orlando Zapata. Comparou os presos políticos que fazem greve de fome a bandidos comuns do Brasil.

IRÃ, PROTESTOS E FUTEBOL
Antes do apoio explícito ao programa nuclear e do vexame de agora, já havia demonstrado suas simpatias por Ahmadinjead e comparado os protestos das oposições contra as fraudes eleitorais à reclamação de uma torcida cujo time perde um jogo.


por:

Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Chamberlain de Macaé


“Um novo presidente será eleito daqui a cinco meses. Só ele poderá decidir sobre assuntos estratégicos. Em vez de atuar como um quinta-colunista da bomba nuclear iraniana, Lula deveria pensar apenas em esvaziar as gavetas de seu gabinete”

Lula foi ao baile funk de Mahmoud Ahmadinejad assim como Vagner Love foi à Rocinha. Vagner Love confraternizou com os assassinos do Comando Vermelho? Lula está confraternizando com os assassinos da Guarda Revolucionária iraniana. Vagner Love faz trabalho humanitário no morro? Lula, segundo Dilma Rousseff, faz trabalho humanitário no Golfo Pérsico. Vagner Love foi festejar os dois gols que marcou contra o Macaé? Lula está festejando os dois gols que marcou contra o Brasil.

O Brasil é uma espécie de Macaé do mundo. Isso é uma sorte. Se o Brasil fosse a Inglaterra, Lula já estaria consagrado como o nosso Chamberlain. Sempre que alguém quer guerrear, surge algum pateta tentando ser intermediário da paz. Em 1938, o primeiro-ministro da Inglaterra, Chamberlain, viajou para a Alemanha para negociar olho no olho com Hitler. Depois de alguns encontros, eles assinaram um tratado de paz, pelo qual Hitler se comprometia a ocupar apenas uma parte do território da Checoslováquia. Chamberlain voltou à Inglaterra comemorando a paz. Seis meses mais tarde, Hitler atropelou Chamberlain e ocupou o resto da Checoslováquia. Em seguida, ocupou a Europa inteira.

Se Lula é o Chamberlain de Macaé, Mahmoud Ahmadinejad só pode ser o Hitler de Macaé. Como Hitler, ele mata seus opositores. Como Hitler, ele persegue as minorias. Como Hitler, ele tem um plano para eliminar todos os judeus. Só lhe falta o poder de fogo, porque um Macaé, felizmente, é sempre um Macaé. O papel de Lula é esse: dar-lhe algum tempo para que ele possa obter uma arma nuclear. Na semana passada, um articulista do Washington Post chamou Lula de “idiota útil” de Mahmoud Ahmadinejad. O articulista está certo. Mas há outros “idiotas úteis”, além de Lula. O G15, reunido neste domingo no baile funk iraniano, conta também com a Venezuela, de Hugo Chávez, com o Zimbábue, de Robert Mugabe, e com a Indonésia, de Susilo Bambang Yudhoyono, eleito pela Time, em 2009, uma das 100 personalidades mais influentes do mundo. Time é uma espécie de VEJA de Macaé.

O apoio ao programa nuclear iraniano é o maior erro que o Brasil já cometeu na área internacional. Só a vaidade de Lula ganha com isso. Ao desafiar os Estados Unidos e a Europa, tornando-se cúmplice de Mahmoud Ahmadinejad, ele pode sentir-se um tantinho maior do que realmente é. Trata-se da síndrome de Macaé. Mas alguém tem de dizer a Lula que seu tempo já se esgotou. Ele representa o passado. A esta altura, sua autoridade é meramente protocolar. Um novo presidente será eleito daqui a cinco meses. Só ele poderá decidir sobre assuntos estratégicos. Em vez de atuar como um quinta-colunista da bomba nuclear iraniana, Lula deveria pensar apenas em esvaziar as gavetas de seu gabinete. Acabou, Lula. Chega. Fim. Xô.

Por Diogo Mainardi

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Brasil pode estar construindo bomba atômica

Reator nuclear da usina de Angra 2

Às vésperas da visita do presidente Lula ao Irã, pesquisador alemão Hans Rühle divulga suspeita de que o Brasil teria programa nuclear "paralelo".

Entre brasileiros comuns, que andam pelas ruas e assistem à televisão, a ideia de construção de uma bomba atômica soa improvável. Mas não para um pesquisador que acompanha o desenrolar político brasileiro de fora do país.

No início do mês, um artigo do alemão Hans Rühle aguçou o debate sobre a proliferação de armas atômicas. Num longo texto em que revisita episódios da história da ditadura militar e reproduz depoimentos de autoridades brasileiras importantes – como o presidente Lula –, Rühle diz que o Brasil pode estar, sim, desenvolvendo uma bomba atômica às escondidas.

A opinião publicada na revista alemã Internationale Politik, do Conselho Alemão de Relações Internacionais, repercutiu na Europa.

A Deutsche Welle conversou com o pesquisador, ex-diretor do departamento de planejamento do Ministério alemão da Defesa e especialista em questões de armamento.

Hans Rühle, especialista em segurançaBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Hans Rühle, especialista em segurançaDeutsche Welle: Em quais fatos o senhor se baseou para escrever o artigo?

Hans Rühle: Primeiro, é preciso lembrar que o Brasil teve três diferentes programas nucleares entre 1975 e 1990. Eles acabaram, mas não está claro o que aconteceu com eles. E constato que, desde 2003, há desenvolvimentos difíceis de interpretar.

Por um lado, o Brasil é membro do Tratado de Não-Proliferação. Por outro, os inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica se deparam com grandes obstáculos quando querem inspecionar o território. O país também se recusa a permitir controles de centrais nucleares não declaradas oficialmente.

E também é preciso dizer que o Brasil tem um programa de submarino nuclear que também está vedado aos inspetores. Sabemos que o grau de enriquecimento de urânio desse tipo de programa permite a construção de armas atômicas.

Mas o Brasil é um signatário do Tratado de Não-Proliferação...

Este é o problema: o Brasil não assinou o protocolo adicional do acordo, que amplia os poderes de controle da agência. Acho que só 4 ou 5 países não assinaram o acordo, entre os quais o Brasil. (nota do editor: o acerto adicional foi assinado por 98 países).

Esse protocolo autoriza o livre acesso a todos os locais de atividade nuclear, a qualquer hora, sempre que houver uma suspeita, de modo que os inspetores possam investigar todas as instalações. Os brasileiros não assinaram esse protocolo, o que significa que as autoridades de Viena só podem visitar as instalações declaradas.

Mas o presidente Lula já disse várias vezes que o Brasil não assinará essa parte do tratado.

Estamos falando de um país democrático, com uma Constituição que proíbe o uso de armas nucleares.

Essa proibição está numa Constituição de 1988, formulada por um governo anterior à presidência de Lula. E ele já deixou claro que não concorda com as decisões então tomadas, nem com a assinatura do Tratado de Não-Proliferação, nem com a proibição constitucional de armas atômicas.

Além disso, a Constituição não permite a construção de armas atômicas, mas autoriza as chamadas "explosões nucleares pacíficas", que, no fundo, não são muito diferentes de explosivos nucleares. São diferentes só no nome.

O melhor exemplo disso é a Índia, que nesse caso serve de modelo para o caso brasileiro. Em 1974, a Índia realizou uma dessas explosões e a declarou como pacífica. Hoje sabemos dos próprios indianos do que se tratava de fato. O responsável pela operação afirmou, 23 anos depois: "Claro que foi uma bomba, e de forma alguma pacífica".

Além do mais, a Constituição brasileira permite ser contornada.

Mas você disse em seu artigo que não há provas concretas de que o Brasil esteja construindo uma bomba. Quão grande é o risco de que isso seja verdade?

Essa questão de evidências sempre é difícil. Podemos fazer uma comparação entre Brasil e o Irã. Sabemos mais sobre o Brasil do que sobre o Irã. Citei o vice-presidente argentino, que há um ano disse que o país precisa de armas nucleares. No Irã, isso jamais foi dito por líder algum. Ou seja, no caso brasileiro, estamos significativamente à frente.

Temos um conhecimento relativamente reduzido sobre as instalações brasileiras. Mas sabemos que o Brasil tem possibilidades infinitamente maiores no que diz respeito ao processo nuclear. O país já faz isso há 30 anos e domina todas as etapas do processo.

Não foi à toa que citei os institutos americanos de Los Alamos e Livemore, segundo os quais o Brasil, se quiser, pode construir armas nucleares em três anos.

Não posso dizer, no caso brasileiro, quando isso vai acontecer, pois não sei quando o programa começou. Aliás, provavelmente ninguém sabe, a não ser os brasileiros.

Entrevista: Christina Krippahl (np)

Revisão: Simone Lopes


fonte:

http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5564374,00.html

quarta-feira, 24 de março de 2010

Por que não sou de esquerda

Diante do problema do mal, experimentamos a urgência de uma solução. Para quem crê, Jesus satisfez essa urgência: inocente, sacrificou-se por nós. Assim, o cristão fiel declara com tranquilidade que o mal está em si, confiando em Cristo para a redenção. Porém, para quem não crê, o problema do mal resta irresolvido e a solução será sempre externa. Este é o “mecanismo do bode expiatório”, segundo René Girard: fazer com que alguém encarne o mal e eliminá-lo, gerando sacrifícios sem fim (enquanto a Bíblia enfatiza: o sacrifício de Jesus é eterno).

Isso se verifica facilmente entre nós, ocidentais, quando lembramos os assassinatos em massa do século 20. Judeus, ciganos, cristãos dissidentes e povos não-alemães foram os bodes expiatórios da Alemanha hitlerista: quarenta milhões de mortos. Da mesma forma, nos países comunistas o vago conceito de “classe dominante” tem justificado a condenação à morte de mais de cem milhões. Trata-se um ciclo diabólico, pois não há sacrifícios que cheguem para a sanha dos que pensam combater o mal dessa maneira. Assim, a violência aumenta na mesma proporção do secularismo.

A equiparação entre comunismo e nazismo não é novidade. No entanto, de certo modo o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães era melhor nisso: mentia menos. Seus membros não escondiam o desejo de conquistar o mundo; já o socialismo oculta seu projeto de poder total sob a compaixão pelos pobres e a promessa de um futuro glorioso. O autointitulado “protetor dos oprimidos”, ao tornar-se chefe da nação, passa a valer-se de sua anterior (e farsesca) posição de “oprimido” para solapar resistências e positivar desmandos. E o povo, além de mais empobrecido, fica definitivamente sem voz. Na Rússia, na China e no Camboja a arbitrariedade apenas mudou de mãos, tornando-se voraz como nunca; em Cuba, uma favela carioca pareceria condomínio de luxo na parte não-turística da ilha; na Venezuela, Chávez diz “eu sou o povo” para justificar a progressiva supressão da democracia.

Hoje não há cristãos nazistas (espero!), mas há uma miríade de cristãos socialistas ou comunistas. É algo difícil de compreender. Em primeiro lugar, por que um seguidor de Jesus aderiria a um arremedo de plano da redenção? Para confessar esse endosso, precisaria necessariamente subverter todo o pensamento bíblico, substituindo a criação divina pela matéria autônoma, o pecado original pela propriedade privada, a salvação em Cristo pela revolução socialista. Se não o fez, é porque ainda oscila entre os dois mundos, sem perceber que são díspares -- a cultura marxista mimetizando a cristã.

Em segundo lugar, por que um cristão se posicionaria a favor de um Estado forte que pune seus dissidentes? O processo de centralização do poder empurra a igreja ou para o servilismo ou para a clandestinidade onde quer que o socialismo seja implementado. De fato, Hannah Arendt estudou o totalitarismo e concluiu que o isolamento torna o ser humano muito mais vulnerável ao controle estatal. Por isso, esse regime ataca prioritariamente as livres associações (a família, a igreja, a escola, o comércio), buscando atomizar a sociedade no melhor estilo romano “dividir para conquistar”.

Ser socialista e cristão é tomar o partido de César, não de Cristo. Sobretudo, ser socialista e cristão no Brasil de hoje é assumir uma postura perigosíssima para a igreja. De várias maneiras, o governo atual, honrando suas influências teóricas e suas alianças internacionais, busca cada vez mais controle sobre a sociedade. É quando precisamos recorrer aos ensinamentos de Calvino e Kuyper: por causa do pecado, Deus instituiu os magistrados para punir os maus e garantir a ordem; porém, o Estado “jamais” pode ferir a soberania das esferas individuais, familiares e corporativas, pois a autoridade de cada esfera descende igualmente de Deus. Caso o faça, devemos orar para que retorne ao ideal divino, opondo-nos a cada atentado à liberdade e amparando os perseguidos. Mas isso só será possível se substituirmos a cosmovisão esquerdista por uma genuína cosmovisão cristã. Que Deus ajude a igreja brasileira nessa empreitada.

Norma Braga

terça-feira, 9 de março de 2010

Cuba: dissidentes pedem a Lula que atue por presos políticos

Em carta dirigida a Luiz Inácio Lula da Silva e entregue à imprensa, um grupo de dissidentes moderados pediu nesta terça-feira ao presidente brasileiro que interceda para que Cuba liberte 20 presos políticos, evitando, assim, a morte do jornalista opositor Guillermo Fariñas, em greve de fome.

"Acreditamos que o senhor pode interceder junto ao governo de Cuba para pôr fim a uma situação que, além disso, obscurece os esforços destinados a articular uma autêntica comunidade de Estados latino-americanos e caribenhos centrada nos direitos de seus cidadãos", expressaram.

"A influência regional do Brasil, sua confiança no potencial transformador da sociedade democrática e seu conceito de estratégia podem ajudar Cuba a compartilhar padrões mundiais em matéria de direitos humanos".

Um funcionário da presidência brasileira disse à AFP que Lula não recebeu qualquer carta.

"O presidente Lula não recebeu, até o momento, qualquer carta deste grupo e desconhece seu conteúdo", destacou o funcionário, que pediu para não ser identificado.

No final de fevereiro, durante sua visita a Cuba, Lula se esquivou da mesma questão alegando não ter recebido qualquer carta da dissidência cubana.

O pedido a Lula foi feito em carta aberta e a imprensa de todo o planeta tomou conhecimento.

Fariñas, jornalista e psicólogo, de 48 anos, iniciou uma greve de fome em Santa Clara, 280 quilômetros a leste de Havana, no dia 24 de fevereiro passado, para exigir a libertação de 26 presos políticos com estado de saúde considerado delicado.

O protesto começou um dia depois da morte do preso Orlando Zapata, depois de uma greve semelhante de dois meses e meio, e que coincidiu com a visita de Lula a Cuba, quando "lamentou profundamente" o falecimento.

Os dissidentes, do recém-constituído Comité Pró-Liberdade dos Prisioneiros Políticos Cubanos Orlando Zapata Tamayo, disseram no texto que a reação oficial cubana "faz temer o pior cenário depois de infrutíferas tentativas de dissuasão por parte de ativistas cubanos e diplomatas da União Europeia".

O próprio Fariñas admitiu hoje que está "fraco e muito desidratado", mas garantiu que manterá seu protesto "até as últimas consequências".

"Estou muito fraco, mas não tem volta, não recuo. Vou até o fim (...) Com isto, Fidel e Raúl Castro estão propondo um desafio à dissidência, de que não somos capazes de ser patriotas e ir até as últimas consequências".

Fariñas sofreu na quarta-feira passada um choque hipoglicêmico e foi hidratado e alimentado por via intravenosa em dois hospitais de Santa Clara.

No dia 26 de fevereiro, em San Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo cubano não podia ser julgado pela morte de Orlando Zapata.

"Não podemos julgar um país ou a atividade de um governante em função da atitude de um cidadão que decide fazer uma greve de fome", disse Lula à imprensa, na ocasião, depois de lamentar a morte de Zapata.


fonte:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4311202-EI8140,00.html

domingo, 7 de março de 2010

Che Guerava – O diabo veste vermelho












Mesquinho, rancoroso, arrogante, tirânico, vingativo, ardiloso, maquiavélico, violento, fanático, sanguinário. Estas são as lembranças de alguns dos companheiros mais próximos de guerrilha (incluindo o autor de “Diários de Motocicleta” – mas disso ninguém fala) atribuídos a Che Guevara e que foram traídos por ele.


Ontem no meu último post (“Quantas pessoas Dilma ajudou a matar”), eu disse que a ministra Dilma havia ajudado a matar 8 pessoas, mas falar dela sem comentar a vida de Che Guevara é ridículo do ponto de vista histórico e político, pois, é esse homem que hoje os esquerdistas veneram e é nela que muitos vão votar nessas eleições. Vamos desmascarar o mito.


(foto: Che, preso pelo exercito da Bolivia - teve um fim menos humilhante que aquele oferecido aos seus prisioneiros em cuba... a morte)


“O comunismo produziu quase 100 milhões de vítimas (superando o Nazismo que fez cerca de 6 milhões de cadáveres), em vários continentes, raças e culturas, indicando que a violência comunista não foi mera aberração de Marx, mas, sim, algo diabolicamente inerente à sua engenharia social, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos e, depois, em vítimas.”


Che Guevara (olhem a coincidência biográfica entre Dilma e ele!) veio da classe média alta, deixou a Argentina e percorreu a América Latina com apenas 23 anos, aqui começa realmente sua vida política, mas o importante é sua vida por trás dos holofotes.


Em 1954, no México através de Ñico López, um amigo das lutas na Guatemala, ele conhece Raúl Castro que logo o apresentaria a seu irmão mais velho, Fidel Castro. Esse último organiza e lidera o movimento guerrilheiro 26 de Julho.
Em 1956 se instalam nas montanhas da Sierra Maestra de onde iniciam a luta contra o presidente cubano Fulgencio Batista, que era apoiado pelos Estados Unidos.



(Ernesto Che Guevara foi responsável por 15.000 mortes – no final do texto eu falo como ele fez isso.)






Vamos ao que realmente interessa. (você já deve ter visto o fime “Diários de motocicleta”, não é mesmo? Então descubra quem era Che, nos bastidores)


(foto: idoso na prisão de Camaguey, 533 km ao leste de Havana - Preso há 20 anos por ter reclamado da falta de liberdade em Cuba. Como não há emprego lá, provavelmente sua filha tenha virado "jinetera" - nome dado às prostitutas jovens)


*Juventude (ano de 1943) – seu amigo, Alberto Granado, foi preso por causa das manifestações estudantis contra a ditadura argentina. Ernesto Guevara se recusou a marchar pela sua liberdade, disse que a marcha era um gesto inútil e os estudantes levariam uma surra com cassetetes” – e que só iria se lhe dessem um revolver. O grande “companheiro” de Guevara, que escreveu “Diários de Motocicleta” foi preso por suas opiniões, Che não fez nada porque isso não lhe daria nem poder nem fama.


*Matador frio (1957) – Durante a luta em Sierra Maestra, Che suspeitou que o camponês Eutímio Guerra estava traindo o grupo. *VEJAM A FOTO ABAIXO*
Disse ele: “Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orificio de saida no lobo frontal direito” Foi essa passagem, escrita em seu diário, que merece uma atenção especial. Che matou um camponês (pessoa humilde) por suposição, isso explica os fuzilamentos que ele ordenou contra a população que não o reconhecia como lider. Reparem que a medicina lhe foi útil em alguns momentos para fazer o óbito de suas vitimas.


*O PSICOPATA (1959) – Mandou matar um menino de 15 anos acusado de pixar um muro com mensagens contra Fidel. Quando a mãe foi pedir (inutilmente) clemência, ordenou a execução imediata. Preciso comentar?


*Ditador (anos 60) – A revolução substituiu uma ditadura, a de Batista, por outra, comandada por Fidel, Raul e Che. Em 1961, o país se tornou comunista. Milhares de pessoas perderam suas propriedades – muitos tentaram fugir para não se tornarem assassinos como os revolucionários e acabaram mortos. Por causa disso, hoje 20% dos 11 milhões de cubanos vivem fora da ilha.


*A Moratória (1961) – Quase enfiou Cuba num buraco financeiro, como ministro, quando resolveu romper com o FMI. Seu assessor, Ernesti Betancourt advertiu que se Che “pulasse fora” teria ao fundo um emprestimo de U$$ 25 milhões e ficaria sem um tostão até a próxima safra de açucar. Só aí, depois de consultar se assessor, Che voltou atrás.

*Diplomacia Zero (1962) – No auge da Guerra Fria (EUA vs. URSS – capitalistas contra comunistas), Ernesto Che Guevara via os EUA como inimigos. E a URSS também!
Criticou publicamente os russos por não apoiarem a industrialização da ilha.
Chegou a acusálos de cúmplices dos yankes – a maior ofensa que os soviéticos poderiam ouvir.

*Estratégia Suicida (1962) – A URSS instalou misseis na ilha, apontados para o território americano. Os EUA exigiram a retirada, e o mundo ficou a beira de uma guerra nuclear. Os soviéticos então tiveram que voltar atrás. Fidel aprovou. Che não!
O guerrilheiro sedutor queria os misseis lá, custasse o que custasse. Vejam que os comunistas cubanos não demonstravam nenhum sentimento de repúdio a uma guerra nuclear. Os simpatizantes do governo cubano aqui no Brasil - tem uma opinião bem diferente das que Che possuia - se dizem contrários a bomba de Hiroshima e Nagasaki onde morreram 240 mil pessoas. Será?

*Suicida Mesmo! (1962) – Defendeu a guerra nuclear dizendo que ela era necessária. “foi um pouco de excesso de oratória, talvez dentro da tradição latina de exagerar”, diz Jon Lee Anderson (historiador). Ok: Che cresceu numa epoca apocaliptica, em que o assunto do momento era a bomba atômica. Mas exagerou mesmo!
Quando os comunistas daqui criticam a guerra do vietnã, fingem que seu maior mito, Che, não defendeu o genocídio. Mentira! Explico:
“Apesar de proscritas pelas Convenções de Genebra, armas químicas foram fartamente usadas pelos EUA, durante a Guerra do Vietnã. A mais conhecida delas foi o Napalm, uma mistura de gasolina com uma resina espessa da palmeira que lhe deu o nome e que, em combustão, gera temperaturas a 1.000ºC. Se adere à pele, queima músulos e funde os ossos, além de liberar monóxido de carbono, fazendo vítimas por asfixia.” (O Estado de São Paulo). A arma quimica usada pelos americanos seria, na visão anti-imperialista, pior que uma guerra nuclear. O certo é que nenhuma guerra travada até hoje pelos comunistas teve uma causa que se apresentasse como justa, nem a causa nem os resultados.

*Plano Furado (1962) – Guevara enviou o jornalista argentino Jorge Masseti (que o havia entrevistado na Sierra Maestra) para formar uma base guerrilheira na Argentina. A missão era preparar o terreno para que Che então assumisse o comando. Mas o grupo foi liquidado pelo governo argentino.

*Morte Patética (1967) – Ao levar a guerrilha para outros cantos do mundo, se desligou da realidade. Na Bolívia não sabia se teria apoio popular ou condições de vencer. Não teve nenhum dos dois. E morreu encurralado. Do ponto de vista de quem reprova Che, seu final não poderia ter sido mais humilhante.


(foto: soldado da "Revolução" comunista matando um camponês miserável)


CHE GUEVARA FOI RESPONSÁVEL POR 15.000 MORTES (esse é o numero de mortos que pode chegar a 17 mil se contarmos os mortos em cadeias – vitimas da tortura.)



“Por mais lamentáveis que sejam, as violências e torturas denunciadas no Brasil, no período da ditadura militar, tornam-se insignificantes perto das brutalidades do comunismo cubano.
O regime comunista de Fidel Castro fuzilou entre 15 mil e 17 mil pessoas (sendo 10 mil só na década de 60), o número de mortos e desaparecidos no Brasil, entre 1964 e 1979, seria em torno de 293 segundo a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal;. Portanto, os males causados pela ditadura militar brasileira perdem de longe para os males causados pelo “socialismo real” cubano.
Em 1978, quando em nosso Congresso já se discutia a "Lei da Anistia", havia em Cuba entre 15 mil e 20 mil prisioneiros políticos, número que declinou para cerca de 12 mil em 1986. Em 1997, 38 anos depois da Revolução, ainda havia, segundo a Anistia Internacional, entre 980 e 2.500 prisioneiros políticos na ilha. Em matéria de prisões e torturas, a tecnologia cubana era altamente sofisticada, havendo, inclusive, tortura "merdácea", pela imersão de prisioneiros na merda.” (fonte: RenasceBrasil).



Conclusão:

Quando um jovem põe uma camiseta com o emblema de Guevara, com certeza, ele não sabe quem foi este guerrilheiro, não conhece a história do homem que assassinava adolescentes e permitia o estupro de mulheres grávidas (viúvas dos soldados de Fulgencio Batista, presidente cubano antes da revolução). O comunismo é bonito em romances, porque ele desperta o sentimento do Ódio e do Amor ao mesmo tempo. Mas para os lideres desses movimentos o poder esta acima do moralmente correto e da ética. Se Fidel tivesse nascido em Chicago, provavelmente, teria se engajado na máfia e tentado acabar com outro setor da máfia para se tornar ainda mais poderoso. O comunista de verdade não gosta de oposição.


Se Che Guevara fosse vivo e viesse ao Brasil pedir seu voto, o que você faria?
Acreditaria em suas promessas?


Nessas eleições tente lembrar do passado de seu candidato e não deixe o nosso país “a mercê” de oportunistas, que querem apenas fazer de nós (povo) massa de manobra.


O principal argumento de alguns setores da sociedade que defendem Dilma e que também apóiam Fidel (e acreditem, há vários simpatizantes do barbudo nesse governo) é que o oprimido uma hora se revolta. Então eu deixo uma frase que o escritor Érico Veríssimo fala em seu livro “Incidente em Antares”:
“O oprimido quando tem a oportunidade, muitas vezes se torna opressor...”


(Estudante sendo fuzilado - até nesses momentos eles tiravam fotos! Lamentável...)


E finalizo com Churchil:

A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição das riquezas; a desvantagem do socialismo é a igual distribuição das misérias.” (Winston Churchil)

sábado, 6 de março de 2010

Quantas pessoas Dilma ajudou a matar?




Dilma (atual ministra da Casa Civil e candidata do PT), vem da classe média alta de Minas Gerais, foi criada aos moldes da “burguesia” (eu odeio esta palavra!).

O passado obscuro:

Dilma integrou, o Comando de Libertação Nacional (COLINA) e a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR Palmares).

A VAR e a COLINA se fundiram em julho de 1969, criando o VPR.

A Vanguarda Armada Revolucionária Palmares tinha como principal objetivo instalar o regime ditatorial Comunista no Brasil (nos moldes da extinta URSS, que caçava padres, pastores, matava mulheres e crianças somente pelas suas opiniões contrárias ao governo – ilegítimo, diga-se de passagem).

Dilma participou (direta e indiretamente) de assaltos, roubos, sequestros e atos de terrorismo na VAR, dentre seus ex-companheiros de guerrilha está o ministro do meio ambiente Carlos Minc. Notem, Dilma lutava não por ser contra a ditadura, mas sim porque essa ditadura não contemplava terroristas.

O Ministro Minc, o pateta vegetariano, disse em entrevista ao OGLOBO (18/02/09) que Dilma Roussef desempenhou um papel pouco relevante na VAR – dificil de acreditar. A ministra ficou presa por quase 3 anos num quartel (1970 a 1972). O mais ousado golpe criminoso da guerrilha da ministra foi o roubo do cofre de Adhemar de Barros, político de São Paulo. Se Dilma não sabia de nada que comprometia o movimento, seria liberta, não é? Se ficou calada é porque foi cumplice dos crimes.

A mídia gosta de dizer que todos os envolvidos na luta armada foram presos e torturados, mentira! Só eram torturados aqueles que tinham informações preciosas. Os guerrilheiros só ficavam presos quando exerciam um papel de liderança. Cabo Anselmo, o principal delator da esquerda falou ao Canal Livre (2008) que os detidos eram questionados sobre coisas que sabiam, para verificar se mentiam ou não. Dilma foi torturada? Ou foi delatora?


Vamos ao ponto crucial desse texto. Quantas pessoas Dilma ajudou a matar (direta ou indiretamente): 8 pessoas (entre civis e militares)



As “organizações” das quais a Dilma participou perderam ao todo, durante a ditadura, 54 pessoas. Pelo menos 1 deles foi morto pelos próprios colegas (“justiçamento”) em 1970. Fonte: “Dos Filhos Deste Solo”, escrito pelo ex-ministro Nilmário Miranda e pelo jornalista Carlos Tibúrcio.

ASSASSINATOS COMETIDOS PELOS "COMPANHEIROS" DE DILMA (E MUITO PROVAVELMENTE POR ELA MESMA):


*Nomes dos Mortos (Antes do AI-5):

1)Wenceslau Ramalho Leite - civil – RJ - Morto, com quatro tiros de pistola Luger 9mm durante o roubo de seu carro, na avenida 28 de Setembro, Vila Isabel, RJ. COLINA (Comando de Libertação Nacional).”

2)Edward Ernest Tito Otto Maximilian Von Westernhagen - major do Exército Alemão - RJMorto no Rio, onde fazia o Curso da Escola de Comando e Estado Maior do Exército. Assassinado na rua Engenheiro Duarte, Gávea, por ter sido confundido com o major boliviano Gary Prado, suposto matador de Che Guevara, que também cursava a mesma escola. Todos pertenciam à organização terrorista COLINA- Comando de Libertação Nacional.”

3) “) 07/11/68 - Estanislau Ignácio Correia - Civil - SPMorto pelos terroristas integrantes da Vanguarda Popular Revolucionária(VPR), quando roubavam seu automóvel na esquina das ruas Carlos Norberto Souza Aranha e Jaime Fonseca Rodrigues, em SP”

4) “12/10/68 - Charles Rodney Chandler - Cap. do Exército dos Estados Unidos - SPHerói na guerra com o Vietnã, veio ao Brasil para fazer o Curso de Sociologia e Política, na Fundação Álvares Penteado, em São Paulo/SP. No início de outubro de 68, um “Tribunal Revolucionário”, composto pelos dirigentes da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), Onofre Pinto (Augusto, Ribeiro, Ari), João Carlos Kfouri Quartin de Morais (Maneco) e Ladislas Dowbor (Jamil), condenou o capitão Chandler à morte, porque ele “seria um agente da CIA”. Os levantamentos da rotina de vida do capitão foram realizados por Dulce de Souza Maia (Judite). Quando retirava seu carro das garagem para seguir para a Faculdade, Chandler foi assassinado com 14 tiros de metralhadora e vários tiros de revólver, na frente da sua mulher, Joan, e de seus 3 filhos.”


5) “27/06/68 - Noel de Oliveira Ramos - civil - RJMorto com um tiro no coração em conflito na rua. Estudantes distribuíam, no Largo de São Francisco, panfletos a favor do governo e contra as agitações estudantis conduzidas por militantes comunistas. Gessé Barbosa de Souza, eletricista e militante da VPR, conhecido como “Juliano” ou “Julião”, infiltrado no movimento, tentou impedir a manifestação com uma arma. Os estudantes, em grande maioria, não se intimidaram e tentaram segurar Gessé que fugiu atirando, atingindo mortalmente Noel de Oliveira Ramos e ferindo o engraxate Olavo Siqueira.”



*Nomes dos Mortos (Depois do AI-5) - 1967:

1) “2/10/71 – José do Amaral – Sub-oficial da reserva da Marinha – RJMorto por terroristas da VAR-PALMARES e do MR-8 durante assalto a um carro transportador de valores da Transfort S/A. Foram feridos o motorista Sérgio da Silva Taranto e os guardas Emílio Pereira e Adilson Caetano da Silva.”


2) “5/02/72 – David A. Cuthberg – Marinheiro inglês – Rio de Janeiro:
Crime praticado pela VAR-Palmares em conjunto com ALN e o PCBR.
A respeito desse assassinato, sob o título “REPULSA”, o jornal “O Globo” publicou:“Tinha dezenove anos o marinheiro inglês David A. Cuthberg que, na madrugada de sábado, tomou um táxi com um companheiro para conhecer o Rio, nos seus aspectos mais alegres. Ele aqui chegara como amigo, a bordo da flotilha que nos visita para comemorar os 150 anos de Independência do Brasil. Uma rajada de metralhadora tirou-lhe a vida, no táxi que se encontrava. Não teve tempo para perceber o que ocorria e, se percebesse, com certeza não poderia compreender. Um terrorista, de dentro de outro carro, apontara friamente a metralhadora antes de desenhar nas suas costas o fatal risco de balas, para, logo em seguida, completar a infâmia, despejando sobre o corpo, ainda palpitante, panfletos em que se mencionava a palavra liberdade. Com esse crime repulsivo, o terror quis apenas alcançar repercussão fora de nossas fronteiras para suas atividades, procurando dar-lhe significação de atentado político contra jovem inocente, em troca da publicação da notícia num jornal inglês. O terrorismo cumpre, no Brasil, com crimes como esse, o destino inevitável dos movimentos a que faltam motivação real e consentimento de qualquer parcela da opinião pública: o de não ultrapassar os limites do simples banditismo, com que se exprime o alto grau de degeneração dessas reduzidas maltas de assassinos gratuitos”.


3) “27/09/72 – Sílvio Nunes Alves – Bancário – RJ
Assassinado em assalto ao Banco Novo Mundo, na Penha, pelas organizações terroristas PCBR – ALN – VPR – Var Palmares e MR8.”





CONCLUSÃO:



Essas são as vitimas de Dilma Roussef, que hoje se apresenta como democrata. Sobre esse passado ela não comenta.

Sobre as indenizações: (trecho da revista Istoé - 08/09/2004)

"A outra discussão é sobre a ética do Estado brasileiro. Sobram acusações de que “os amigos do rei” estão sendo passados à frente na lista de indenizações. Há vítimas da ditadura militar que esperam desde 2001 pelo julgamento dos seus casos – como o camponês Eduardo Rodrigues Santos, que foi preso e expulso da sua terra durante a guerrilha do Araguaia – enquanto sindicalistas como Jair Meneguelli, cujo processo começou na mesma época, já estão há tempos no gozo de suas pensões, ainda que recebam salários de R$ 21 mil, como Meneguelli.
Por fim, é inevitável discutir a lógica financeira das indenizações. Por que a bancária Inês Etienne Romeu, sobrevivente do terrível centro de torturas de Petrópolis, que carrega seqüelas físicas até hoje, recebe R$ 2.465 por mês ao passo que Walter Paul Hermann Seiffert Filho – um desconhecido das organizações de direitos humanos – recebe R$ 14,6 mil mensais e ainda tem direito a R$ 1,9 milhão retroativos? O que determina que o operário Micheas de Almeida, ex-guerrilheiro do Araguaia, vá receber R$ 2.532 por ?
"


As “esquerdas radicais” dizem que o regime militar matou ao todo, durante 21 anos 424 pessoas. O que o PT não gosta de dizer é que esse numero cairia para 293 se deixarmos de fora os desaparecidos (que podem ter sido mortos pelos próprios colegas em busca de poder dentro dos movimentos) e aqueles que morreram na Guerrilha do Araguaia.

Quem estava ao lado dos guerrilheiros no ARAGUAIA estava lá, diga-se de passagem, para matar. Quem põe sua vida em risco para matar, pode também morrer, não é verdade? Querem o que, receber uma medalha por isso?

A “esquerda radical”, hoje agrupada no PT, PSOL, PCdoB, PSTU, PCO e outros menos conhecidos, mataram durante o regime (ao todo) 119 pessoas!

Pergunto: Por que eleger em 2010 uma cangaceira? Por que não tentar mudar essa história?

Fontes: Revista Veja e Istoé.

Mortes pelo comunismo, segundo "O livro negro do comunismo" de Roberto Campos:

" Os números do comunismo estão assim classificados por ordem de grandeza: China (65 milhões de mortos); União Soviética (20 milhões); Coréia do Norte (2 milhões); Camboja (2 milhões); África (1,7 milhão, distribuído entre Etiópia, Angola e Moçambique); Afeganistão (1,5 milhão); Vietnã (1 milhão); Leste Europeu (1 milhão); América Latina (150 mil entre Cuba, Nicarágua e Peru); movimento comunista internacional e partidos comunistas no poder (10 mil). "

Sem comparações.